O dólar abriu a segunda-feira (15) em baixa frente ao real, acompanhando o movimento internacional de desvalorização da moeda americana. A queda reflete a cautela dos investidores antes das decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil (BCB), ambas previstas para a próxima quarta-feira (17).
Dólar e Ibovespa na abertura dos negócios
Por volta das 9h20, o dólar à vista recuava 0,46%, negociado a R$ 5,3291. Já o contrato de dólar futuro na B3 caía 0,22%, cotado a R$ 5,3585.
Na última sexta-feira (12), a moeda americana havia fechado em queda de 0,71%, a R$ 5,3535.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o pregão às 10h após ter fechado a sexta-feira com queda de 0,61%, aos 142.272 pontos.
Expectativas para juros no Brasil e nos Estados Unidos
No cenário doméstico, analistas projetam que o Banco Central deve manter a Selic em 15% ao ano, atual patamar da taxa básica. Já nos Estados Unidos, o mercado aposta em corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, atualmente entre 4,25% e 4,5%, onde está desde dezembro de 2024.
Além da decisão monetária, o BC brasileiro também realiza nesta segunda-feira um leilão de até 40 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimentos de outubro de 2025.
Boletim Focus reduz previsão de inflação
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta manhã, trouxe nova revisão para baixo da inflação em 2025, de 4,85% para 4,83%. As projeções para os anos seguintes ficaram em 4,30% (2026), 3,90% (2027) e 3,70% (2028).
A estimativa de crescimento do PIB em 2025 segue em 2,16%, mas caiu de 1,85% para 1,80% em 2026. Já a previsão para a taxa de câmbio no fim de 2025 foi ajustada de R$ 5,55 para R$ 5,50.
Cenário internacional: bolsas globais em compasso de espera
Os mercados internacionais encerraram a última semana de forma mista. Em Nova York, o Nasdaq subiu 0,45%, alcançando seu quinto recorde consecutivo, enquanto o Dow Jones recuou 0,59% e o S&P 500 caiu 0,06%.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em queda diante da pressão sobre empresas do setor de saúde e da expectativa por decisão da agência Fitch sobre a nota de crédito da França.
- Londres (FTSE): -0,15%
- Frankfurt (DAX): -0,02%
- Paris (CAC): -0,02%
- Milão (FTSE/MIB): +0,32%
Na Ásia, o pregão também foi marcado por volatilidade. Enquanto Xangai (-0,12%) e Shenzhen (-0,57%) recuaram após recentes máximas, Hong Kong (+1,16%), Tóquio (+0,89%) e Seul (+1,54%) registraram ganhos impulsionados pelo otimismo em torno da inteligência artificial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio




















