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Senacon e Procons mobilizam todo o País para prevenir violência contra mulheres em ambientes de consumo

Procons orientam estabelecimentos sobre o Protocolo “Não é Não” no Dia Internacional da Mulher. Foto: Divulgação/Procon (ES)

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Brasília, 06/03/2026 – Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, órgãos de defesa do consumidor de todo o Brasil realizam, a partir desta sexta-feira (6), uma mobilização nacional com visitas de orientação a estabelecimentos comerciais e de entretenimento. A iniciativa busca conscientizar fornecedores sobre medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres em ambientes de consumo.

A mobilização segue recomendação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério das Mulheres (MM), por meio da Nota Técnica nº 1/2026. O documento orienta os órgãos de defesa do consumidor a promover ações educativas e de fiscalização durante este mês, que reúne datas simbólicas, como o Dia Internacional da Mulher e o Dia Mundial do Consumidor, celebrado em 15 de março.

O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, destacou a importância da atuação coordenada entre os órgãos do sistema. “As visitas educativas dos Procons promovem informação e contribuem para fortalecer uma cultura de respeito e de não violência. Ao mesmo tempo, o protocolo convida os estabelecimentos a se tornarem parceiros na proteção às mulheres, ao adotar boas práticas que ajudam a prevenir situações de violência e a garantir um ambiente mais seguro para consumidoras e para toda a sociedade.”

Protocolo Não é Não

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Durante a ação, equipes dos Procons visitam bares, restaurantes, casas noturnas e espaços de eventos para orientar proprietários e funcionários sobre a implementação da Lei nº 14.786/2023, conhecida como Protocolo Não é Não. A norma estabelece medidas para prevenir e enfrentar situações de constrangimento ou violência contra mulheres em ambientes de lazer e entretenimento.

Entre as orientações repassadas, especialmente às casas noturnas, boates e espaços de eventos e shows, estão a capacitação de funcionários para lidar com situações de risco, a divulgação de canais de atendimento e a adoção de procedimentos de acolhimento e proteção às vítimas. Um dos canais divulgados é o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita, com possibilidade de ligações anônimas. O serviço também está disponível pelo WhatsApp (61 9610-0180).

A legislação assegura às mulheres direitos como atendimento imediato pela equipe do estabelecimento, respeito ao seu relato, afastamento do agressor e apoio para que deixem o local com segurança, caso desejem. A iniciativa também dialoga com direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito básico à proteção da vida, da saúde e da segurança nas relações de consumo.

Para a presidente da Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil), Renata Ruback, a mobilização demonstra o compromisso dos órgãos de defesa do consumidor com a promoção de ambientes de consumo mais seguros.

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“A sociedade brasileira não tolera mais qualquer forma de assédio ou violência contra as mulheres. Os Procons têm papel essencial na promoção de ambientes de consumo seguros e respeitosos. Ao orientar fornecedores sobre o Protocolo Não é Não e suas responsabilidades legais, contribuímos para prevenir situações de violência e garantir que as consumidoras sejam acolhidas e protegidas nesses ambientes.”

A mobilização ocorre de forma articulada no âmbito do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) e conta com a atuação conjunta da Associação Brasileira de Procons, que reúne Procons estaduais e municipais de todas as regiões do País. A ação também dialoga com políticas públicas nacionais de enfrentamento à violência contra as mulheres, como o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que busca fortalecer medidas de prevenção, proteção e responsabilização em diferentes espaços da sociedade.

A iniciativa reafirma o compromisso institucional do Estado brasileiro com a promoção da igualdade de gênero e com a proteção da dignidade das pessoas nas relações de consumo. No mercado de consumo, esse compromisso se traduz na promoção de ambientes seguros, respeitosos e livres de práticas que atentem contra a integridade física, psicológica ou moral das consumidoras.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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