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Pesquisa nacional vai mapear desigualdades de gênero na segurança pública dez anos após primeiro levantamento

Pesquisa nacional vai mapear desigualdades de gênero na segurança pública Foto: Divulgação

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Brasília, 8/5/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), realiza a segunda edição da Pesquisa Gênero nas Instituições de Segurança Pública. O levantamento é destinado a mulheres e homens que atuam na área de segurança pública. Clique aqui para participar. 

A primeira edição do estudo, publicado em 2015, trouxe um diagnóstico inédito sobre a presença de mulheres nas forças de segurança pública e evidenciou desigualdades estruturais de gênero. À época, os dados indicaram baixa representatividade feminina nas corporações, especialmente nas polícias ostensivas, além de maior concentração de mulheres em áreas administrativas e técnicas. O levantamento também revelou diferentes formas de violência no ambiente institucional. 

Dez anos depois, a nova edição tem como objetivo analisar o panorama atual da participação feminina na segurança pública e das violências ainda enfrentadas por essas profissionais. A iniciativa busca atualizar o diagnóstico nacional, avaliar os avanços obtidos no período e identificar lacunas que ainda demandam políticas públicas específicas. 

“O fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres na segurança pública depende de dados qualificados e da escuta ativa dessas profissionais. A nova edição da pesquisa é fundamental para compreendermos os avanços dos últimos anos e, sobretudo, os desafios que ainda persistem dentro das instituições”, afirma a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos. 

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Segundo ela, o levantamento também contribui para o aprimoramento de estratégias institucionais. “Nosso objetivo é subsidiar ações concretas que promovam ambientes de trabalho mais seguros, mais igualitários e mais respeitosos, enfrentando práticas discriminatórias e fortalecendo a valorização profissional”, acrescenta. 

O estudo vai auxiliar a formulação e o aprimoramento de políticas voltadas à equidade de gênero, à valorização profissional e à prevenção de práticas discriminatórias nas instituições de segurança pública. 

A participação é fundamental para ampliar a base de dados e fortalecer a construção de políticas mais inclusivas e eficazes.

Principais resultados da pesquisa de 2015 

Entre os resultados da primeira edição, foram identificados desafios profissionais e desigualdades nas relações de gênero dentro das instituições policiais. Os dados mostraram predominância masculina entre os respondentes (80,8%), com mulheres representando 18,9%, majoritariamente entre 30 e 50 anos, com alto nível de escolaridade, muitas com ensino superior completo ou pós-graduação. A maior parte atua nas Polícias Militares, com concentração na região Sudeste e em capitais, e apresenta tempo significativo de carreira, além de percepção moderada de satisfação profissional. 

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No campo das relações profissionais, embora a maioria reconheça que homens e mulheres podem exercer as mesmas funções, persistem percepções de desigualdade, resistência à plena equidade e indícios de segmentação de carreiras. Mulheres relataram maior dificuldade de progressão, menor percepção de tratamento igualitário e mais obstáculos para expressar opiniões no ambiente de trabalho. 

A pesquisa também evidenciou a recorrência de discriminação e violência de gênero. Comentários inadequados, piadas sobre aparência, orientação sexual e capacidade profissional, além de episódios de assédio moral e sexual, foram relatados com maior frequência por mulheres e pessoas LGBT. 

Outro ponto relevante foi a identificação de fragilidades institucionais, como a ausência ou insuficiência de códigos de conduta específicos, mecanismos estruturados de denúncia e políticas voltadas à equidade de gênero. Também foram apontadas limitações em programas de qualidade de vida, na infraestrutura adequada, como instalações específicas para mulheres, e em equipamentos de proteção adaptados. 

Confira a edição anterior aqui: 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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