Pesquisar
Close this search box.

Ministério do Trabalho e Emprego resgata 43 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Pernambuco

Foto: Arquivo MTE

publicidade

Entre os dias 14 e 18 de julho, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria-Fiscal do Trabalho, resgatou 43 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em três estabelecimentos no município de Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco. As operações foram realizadas em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF).

As fiscalizações ocorreram em um bar de praia na orla de Muro Alto, em obras da construção civil em Porto de Galinhas e em um restaurante no distrito de Nossa Senhora do Ó. Em todos os casos, foram constatadas condições degradantes de trabalho e de alojamento, ausência de registro em carteira e jornadas exaustivas.

Bar em Muro Alto

No bar, 12 trabalhadores vindos de municípios do interior de Pernambuco viviam em alojamentos superlotados, sem higiene e com relatos de presença de ratos. Dormiam em beliches improvisados, não tinham acesso à água potável e se alimentavam de forma precária, sem local adequado para armazenar alimentos. A jornada chegava a 25 dias seguidos por mês, com apenas uma folga, e intervalos reduzidos de acordo com a movimentação do restaurante. Os empregados também não tinham acesso às gorjetas pagas pelos clientes.

Leia Também:  Maranhão realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho nesta quinta-feira (6)

Construção civil em Porto de Galinhas

Em duas obras residenciais de alto padrão, 19 trabalhadores da construção civil foram encontrados em alojamentos improvisados, sem ventilação, com fiação exposta e ausência de condições básicas de higiene. Muitos estavam contratados irregularmente por meio de empresas interpostas ou sem registro formal. A fiscalização também constatou alimentação de baixa qualidade, atraso salarial e tratamento desigual entre trabalhadores registrados e não registrados.

Restaurante em Nossa Senhora do Ó

No restaurante, 12 trabalhadores foram resgatados, entre eles um adolescente de 17 anos, caracterizando exploração de trabalho infantil em uma das formas mais graves, conforme o Decreto nº 6.481/2008. Os empregados cumpriam jornadas extensas, tinham folgas suprimidas e recebiam parte do salário “por fora”. Os alojamentos apresentavam mofo, colchões precários e ausência de mobiliário, além de obrigar os trabalhadores a arcarem com produtos de limpeza, água e itens básicos de higiene.

Medidas adotadas

Nos três casos, a Auditoria-Fiscal do Trabalho reconheceu administrativamente os vínculos empregatícios e determinou a rescisão indireta dos contratos, com pagamento imediato das verbas rescisórias. Os trabalhadores foram cadastrados para receber três parcelas do seguro-desemprego especial, destinado a vítimas de trabalho análogo à escravidão.

Leia Também:  Combate à fome e à pobreza na COP30 é tema de reunião do ministro Wellington Dias e embaixador André Corrêa do Lago

As empresas firmaram Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se a pagar indenizações pelos danos causados. Além disso, os trabalhadores serão encaminhados aos serviços de assistência social dos municípios e do estado de Pernambuco para atendimento prioritário.

Denúncias

Casos de trabalho em condições análogas à escravidão podem ser denunciados de forma anônima pelo Sistema Ipê: https://ipe.sit.trabalho.gov.br.
Irregularidades trabalhistas também podem ser comunicadas pela central Alô Trabalho, no telefone 158.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide