O Ministério das Cidades realizou, nesta sexta-feira (22), em Baku, no Azerbaijão, o evento “De Belém a Busan: Fortalecendo a resiliência das cidades ao aumento do nível do mar”, no âmbito da 13ª Sessão do Fórum Urbano Mundial (WUF13). A atividade marcou a primeira etapa internacional do roteiro “Belém a Busan”, iniciativa lançada pelo ministério durante a COP30, em Belém, para ampliar a cooperação global em torno dos impactos da elevação do nível do mar nas cidades.
A iniciativa é liderada pelo Ministério das Cidades em parceria com organismos e redes internacionais, como o Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNDRR), a Coalizão Local2030, a Unesco, a Coalizão para Infraestrutura Resiliente a Desastres (CDRI) e a Conservação Internacional. O objetivo é transformar grandes conferências internacionais em um processo contínuo de mobilização, troca de conhecimento e apoio à ação local até a Conferência das Nações Unidas sobre Oceanos, prevista para 2028, em Busan, na Coreia do Sul.
O evento no WUF13 reúne representantes de governos, organismos internacionais e redes técnicas para discutir como a elevação do nível do mar afeta áreas urbanas e como soluções de infraestrutura verde e cinza podem ser incorporadas ao planejamento das cidades para reduzir riscos, proteger populações vulneráveis e fortalecer a resiliência climática.
Na avaliação do embaixador Antônio da Costa e Silva, chefe da Assessoria Internacional do Ministério das Cidades, o evento consolida o entendimento de que o tema precisa entrar na pauta das conferências internacionais e em seus processos de negociação.
Além do embaixador Antônio da Costa, participaram da mesa de debates Lucy Slack, secretária-geral do Commonwealth Local Government Forum, como moderadora; Alice Piva, coordenadora sênior da Comunidade de Prática Global de Infraestrutura Verde e Cinza da Conservação Internacional; Edinilson Augusto da Silva, gerente de escritório do ONU-Habitat em Guiné-Bissau; e Francine Melchioretto, líder de Gestão de Programas e Parcerias da Secretaria da Coalizão Local2030. A abertura do evento contou ainda com a participação de Inigo Arbiol, vice-chefe da Secretaria da Coalizão Local2030.
Belém a Busan
O roteiro “Belém a Busan” foi construído a partir de uma sequência de ações conduzidas pelo Ministério das Cidades na agenda da COP30. Antes do lançamento, a pasta promoveu debates técnicos sobre resiliência climática e redução de riscos em cidades costeiras, além de atividades em Belém e Barcarena voltadas à observação dos efeitos da erosão, das marés mais fortes e das vulnerabilidades sociais em comunidades urbanas e ribeirinhas.
A elevação do nível do mar é considerada um desastre de evolução lenta, mas com impactos em cascata que podem avançar mais de 100 quilômetros continente adentro. Além de ampliar a ocorrência de inundações, erosões e deslizamentos, o fenômeno pode comprometer moradias, infraestrutura urbana, patrimônios culturais, abastecimento de água, agricultura, saúde da população e produção de energia, por meio da salinização de aquíferos e da perda de áreas costeiras.
Dados reunidos pela iniciativa indicam que as áreas localizadas até 100 quilômetros da costa concentram cerca de 40% da população mundial e respondem por aproximadamente 60% do PIB global. No Brasil, essa faixa abrange quase 3 mil municípios, reúne 54% da população e representa cerca de 40% do PIB nacional.
Fórum Urbano Mundial
Com participação expressiva do Ministério das Cidades, o WUF13 ocorre em Baku com o tema “Moradia para o Mundo: Cidades e Comunidades Seguras e Resilientes”. Considerado o principal encontro global sobre desenvolvimento urbano sustentável, o Fórum reúne governos nacionais, regionais e locais, organismos internacionais, setor privado, academia e sociedade civil para debater os desafios da urbanização e da implementação da Nova Agenda Urbana.
A presença da iniciativa no Fórum Urbano Mundial reforça a continuidade da agenda construída pelo Ministério das Cidades desde a COP30 e amplia a articulação internacional em torno da adaptação das cidades aos efeitos da crise climática. Após Baku, o roteiro deverá seguir para outras conferências estratégicas, incluindo a COP31, em Antalya, a Conferência da ONU sobre Água, em Abu Dhabi, a Conferência Internacional sobre Infraestrutura Resiliente, em Nova Délhi, e a Conferência da Ciência Oceânica, no Rio de Janeiro.
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Fonte: Ministério das Cidades






















