Brasília, 11/5/26 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), concluiu a primeira edição da Operação Renorcrim Recupera, ação nacional de enfrentamento ao crime organizado realizada entre 13 de abril e 8 de maio, ao longo de 26 dias. A ofensiva provocou prejuízo estimado em R$ 483 milhões às organizações criminosas, com foco no cumprimento de mandados judiciais, prisão de lideranças, apreensão de drogas e descapitalização financeira de facções.
Além do impacto financeiro, a operação resultou na prisão de 909 pessoas, na apreensão de 110 armas de fogo e de 723 kg de drogas. A atuação integrada também priorizou investigações patrimoniais e financeiras, além do bloqueio e da indisponibilidade judicial de bens e ativos vinculados ao crime organizado.
Instituições envolvidas
A Renorcrim Recupera reúne esforços das Unidades Especializadas das Polícias Civis de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Dracos ou similares), no âmbito da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), e das Unidades de Recuperação de Ativos, integrantes da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera). A integração entre essas estruturas fortalece o uso da inteligência financeira como ferramenta essencial para enfraquecer a base econômica das facções.
A ação segue as diretrizes da Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (Dnaisp), que orienta o trabalho coordenado entre os órgãos de segurança pública, promovendo maior eficiência, padronização e interoperabilidade nas ações.
Os resultados demonstram que o enfrentamento ao crime organizado exige, além da repressão penal, atuação direta sobre o poder financeiro das organizações, reduzindo sua capacidade de operação, expansão e influência.
Integração e estratégia nacional
A Renorcrim Recupera consolida-se como um dos principais instrumentos operacionais do Governo Federal no combate estruturado ao crime organizado ao integrar, em um mesmo ciclo, ações de repressão qualificada e persecução patrimonial.
Com planejamento estratégico baseado em evidências e alinhado às diretrizes nacionais de segurança pública, a iniciativa reforça o compromisso das instituições brasileiras em enfraquecer, de forma duradoura, as estruturas financeiras e operacionais das organizações criminosas em todo o País.




















