Brasília (DF) – Em continuidade ao conjunto de materiais práticos voltados ao fortalecimento de iniciativas populares, coletivos e Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam nas periferias brasileiras, a Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, publica o Volume 2 da série “Captar para Potencializar”.
Com o título “Mobilizando a Comunidade: captação de recursos com doadores”, o novo guia aprofunda as estratégias para mobilizar pessoas físicas como apoiadoras financeiras, principal fonte de recursos para iniciativas periféricas, como apontou a pesquisa inédita “Raio-X das Iniciativas Periféricas”, que escutou mais de mil coletivos em todo o país.
O que traz o novo volume
Enquanto o Volume 1 apresentou uma introdução ampla à captação de recursos, com conceitos, fontes de financiamento e planejamento estratégico, o Volume 2 aprofunda na relação com doadores individuais.
O material aborda desde o mapeamento de perfis de apoiadores e a construção de narrativas mobilizadoras até diferentes formas de captação, como eventos, financiamento coletivo, doação recorrente, Pix automático e o desenvolvimento de “embaixadores”, além de estratégias para manter e fidelizar doadores ao longo do tempo.
A cartilha parte do princípio de que, em territórios periféricos, captar recursos não é apenas aplicar técnicas, mas fortalecer relações construídas ao longo do tempo, baseadas em confiança, presença e compromisso com a comunidade. O material traz exemplos práticos, boxes com prós e contras de cada estratégia e orientações para iniciativas que atuam com equipes reduzidas e recursos escassos.
Os materiais integram as ações da Fábrica de Potências, incubadora de iniciativas periféricas que oferece formação e mentoria para aprimorar a gestão, a comunicação e a captação de recursos, promovendo a troca de saberes entre os territórios.
Dados do Raio-X orientam o conteúdo
O lançamento do Volume 2 é orientado pelos achados do “Raio-X das Iniciativas Periféricas”, pesquisa que revela a força e os gargalos das ações comunitárias. O levantamento ouviu 1.014 coletivos, associações e movimentos sociais em todos os estados e mostrou que:
- Doações de pessoas físicas são a principal fonte de recursos para 48,2% das iniciativas, o que torna essencial o desenvolvimento de estratégias de relacionamento com doadores.
- A informalidade ainda é uma barreira: 61,5% das iniciativas não possuem CNPJ, e 68,7% delas citam a falta de recursos como principal obstáculo para a formalização.
- O trabalho voluntário é a base da atuação: 83,3% das iniciativas não têm equipe remunerada, e 70,3% dos gestores conciliam o trabalho comunitário com outras atividades profissionais.
- Mulheres e pessoas negras lideram a transformação: 64,3% das equipes são compostas majoritariamente por mulheres, e 85,4% têm predominância de pessoas negras em seus quadros.
Apesar das dificuldades, o impacto é expressivo: estima-se que as iniciativas alcançam cerca de 689 mil pessoas anualmente, com destaque para as áreas de Defesa de Direitos e Dignidade, Cultura e Educação.
A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria Nacional de Periferias de descentralizar o acesso a recursos e fortalecer a autonomia dos territórios periféricos.
SERVIÇO:
Publicação do Volume 2 da série “Captar para Potencializar – Mobilizando a Comunidade: captação de recursos com doadores”
Onde acessar:
Volume 1: https://mapadasperiferias.cidades.gov.br/volume1/captarparapotencializar
Volume 2: https://mapadasperiferias.cidades.gov.br/captarparapotencializar
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Fonte: Ministério das Cidades
























