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Censipam apresenta prognóstico para período de estiagem na Amazônia

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Brasília (DF), 26/6/2026 –
O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa, promoveu, nos dias 25 e 26 de junho, em Belém (PA), a 5ª edição do evento “Pré-Seca: Análise e Prognóstico Hidrometeorológico”.

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A iniciativa reuniu especialistas e representantes de diversas instituições para analisar as condições atuais das principais bacias hidrográficas da região amazônica e apresentar projeções climáticas e hidrológicas para o período de estiagem de 2026, que na região ocorre, em geral, nos meses de junho a novembro, com maior intensidade de agosto a outubro.

Os dados apresentados indicam expectativa de temperaturas elevadas e de precipitação abaixo da média em parte da Amazônia, especialmente na porção norte, que abrange estados como Amapá, Roraima e áreas do norte do Pará e do Amazonas. Para a região centro-sul – que inclui Mato Grosso, Rondônia, Acre e porções do sul do Amazonas e do Pará -, a previsão aponta chuvas dentro da normalidade, o que pode contribuir para a manutenção das condições de navegabilidade dos rios.

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O diagnóstico hidrológico mostra que a maioria dos rios e bacias hidrográficas apresenta níveis inferiores ou próximos aos registrados no ano anterior, sinalizando a necessidade de atenção para o período de seca.

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Outro fator de destaque é a alta probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode influenciar o volume de chuvas e impactar a estiagem de 2026, além do início da estação chuvosa entre 2026 e 2027. Apesar desse cenário, as análises indicam que, no curto prazo, não há sinais de déficit hídrico significativo no próximo trimestre.

Durante o encontro, o analista em Ciência e Tecnologia do Censipam, Flávio Augusto Altieri, apresentou a palestra “Análise e Prognóstico Hidrológico para a Amazônia: Estiagem de 2026”. O evento também contou com mesas-redondas sobre diagnósticos hidrológicos, análises climáticas, estudos científicos voltados à previsão de cenários de seca e a atuação das defesas civis nos períodos críticos de 2023 e 2024. 

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“Os modelos hidrológicos permitem estimar o comportamento dos níveis mínimos dos rios ao longo dos meses, mais do que prever datas específicas. O foco é identificar tendências e avaliar se os níveis estarão dentro da normalidade, o que é essencial para o planejamento das ações das defesas civis”, explicou Altieri.

As informações apresentadas no evento são fundamentais para a antecipação de cenários de seca mais intensa, com impactos na navegabilidade dos rios, no abastecimento de comunidades isoladas e na logística de transporte na região. Os dados também subsidiam ações preventivas nas áreas de saúde pública e segurança hídrica.

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Além disso, o encontro contribui para a integração entre instituições que atuam no monitoramento ambiental, na gestão de riscos e em setores estratégicos, como energia, transporte e infraestrutura, fortalecendo a capacidade de resposta diante de situações de emergência.

Planejamento de ações preventivas

As defesas civis da região amazônica vêm intensificando o planejamento de ações preventivas para os próximos ciclos de estiagem, com base nas experiências recentes. O objetivo é evitar cenários críticos como os registrados em 2023 e 2024.

Para 2026, o principal desafio é ampliar a capacidade de resposta dos municípios e fortalecer a resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos.

Entre as estratégias previstas estão o monitoramento contínuo de riscos, a realização de reuniões técnicas, o aprimoramento de protocolos de resposta a desastres, a disseminação de informações e o planejamento integrado entre os órgãos envolvidos. 

Por Maju França com supervisão de Jussara Santos
Fotos: Cleber Ribeiro / Censipam

Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
(61) 3312-4070 

Fonte: Ministério da Defesa

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