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O Banco Interamericano de Desenvolvimento já destinou quase US$10 bilhões à Aliança Global desde sua criação

Foto: Aliança Global - Divulgação

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O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn,  se reuniu com o diretor do Mecanismo de Apoio  da Aliança contra a Fome e a Pobreza (Global), Renato Domith Godinho, na sexta-feira (19.06), em Roma, para analisar o envolvimento do BID com a Aliança e discutir os próximos passos. A visita dá continuidade aos compromissos assumidos pelo BID quando a Aliança foi lançada na Cúpula de Líderes do G20, em novembro de 2024.

O BID comprometeu-se a investir até US$25 bilhões entre 2025 e 2030 para apoiar programas liderados pelos países e alinhados com os objetivos da Aliança Global. Em 2025, o banco aprovou US$4,1 bilhões em operações alinhadas e, em 2026, deve aprovar mais US$5,8 bilhões em investimentos alinhados — incluindo US$2 bilhões em transferências de renda direcionadas — elevando o total para quase US$10 bilhões nos dois primeiros anos.

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem como objetivo acelerar o progresso rumo ao fim da fome e da pobreza por meio do apoio coordenado de seus membros a políticas e programas nacionais, em grande escala e baseados em evidências. A instância é atualmente copresidida pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.  

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Durante a reunião, o presidente Goldfajn enfatizou a importância do crescimento liderado pelo setor privado para a geração de empregos e o apoio à redução sustentável da pobreza. Ao mesmo tempo, destacou a necessidade de acelerar o progresso na erradicação da pobreza extrema, ampliando a cobertura e fortalecendo a eficácia dos programas de proteção social adaptativa, incluindo transferências de renda, para as populações mais vulneráveis.

Para apoiar esse objetivo, a Aliança Global está desenvolvendo uma estrutura para alinhar o financiamento aos planos de implementação liderados pelos países, combinando as necessidades dos países com os recursos disponíveis junto a parceiros multilaterais, bilaterais, filantrópicos, humanitários e de financiamento climático.

A abordagem proposta forneceria um mecanismo voluntário para integrar melhor o financiamento em torno de planos nacionais focados em proteção social adaptativa e sistemas alimentares locais resilientes. O BID contribuirá com informações para o design do mecanismo, com base em sua experiência com plataformas de financiamento colaborativo, e ajudará a trazer outros bancos regionais de desenvolvimento e partes interessadas.

O envolvimento do BID já está se traduzindo em ações em nível nacional. No Haiti, o Banco está apoiando os programas de transferência de renda do governo como parte de um pacote mais amplo para fortalecer a saúde materna, neonatal e infantil, a nutrição e a alimentação escolar. Esses esforços estão sendo implementados em coordenação com o Banco Mundial, agências da ONU — incluindo o Programa Mundial de Alimentos — e parceiros como a “Educação Acima de Tudo” e a Parceria Global para a Educação, com a facilitação realizada pelo Mecanismo de Apoio da Aliança. O programa constitui um dos primeiros exemplos da abordagem de implementação liderada pelos países que a Aliança Global busca apoiar e ampliar.

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As discussões reafirmaram o compromisso de ambas as partes em apoiar as prioridades do país e avançar em soluções de financiamento que possam ampliar o impacto e alcançar as populações mais vulneráveis.

Assessoria de Comunicação – MDS, com informações da Aliança Global  

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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