Brasília (DF), 29/5/2026 – O papel do Brasil em missões de paz ao redor do mundo foi destacado nesta sexta-feira (29), durante cerimônia do Ministério da Defesa, em Brasília (DF), em comemoração ao Dia Internacional dos Peacekeepers. O evento homenageou militares e civis – os chamados “boinas azuis” – que atuam em operações da Organização das Nações Unidas (ONU) na promoção da segurança e da estabilidade em áreas de conflito.
Durante a cerimônia, foi lida uma mensagem do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, na qual ele destacou a importância da atuação dos peacekeepers brasileiros: “O Brasil rende tributo aos homens e mulheres que, usando o capacete azul, dedicam-se ao esforço pela paz, minimizam o sofrimento humano e protegem comunidades vulneráveis. Ao celebrarmos o Dia Internacional dos Peacekeepers, reconhecemos os seus esforços e o seu intenso trabalho, como agentes transformadores da presença em esperança e da missão em legado”.
A solenidade também prestou tributo aos 41 brasileiros que perderam a vida no cumprimento de missões de paz. “Nessa longa jornada de serviços, mais de 4.200 mantenedores da paz sacrificaram suas vidas em ação, entre eles, 41 brasileiros, aos quais manifestamos, com profunda reverência, nosso reconhecimento, nossa gratidão e nosso respeito. Seus nomes permanecem inscritos na memória institucional das Nações Unidas e do Brasil. Seus exemplos guiam as novas gerações de militares, que não medem esforços para elevar o nome do Brasil ao patamar mais alto da honra e do dever”, enfatizou a mensagem do ministro.
O Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, observou que o Brasil construiu uma trajetória de respeito internacional por sua atuação equilibrada, profissional e solidária nas operações de paz. “Peacekeeper é, antes de tudo, um servidor da paz e da humanidade. Em ambientes marcados pela instabilidade, esses homens e mulheres enfrentam riscos diários para proteger civis, apoiar acordos de paz e contribuir para a segurança internacional, muitas vezes longe de suas famílias e de sua pátria por um período de tempo longo”, ressaltou.
A celebração também contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen; do Vice-Chefe de Operações Conjuntas do MD, Major-Brigadeiro do Ar Ramiro Kirsch Pinheiro, representando o Comando da Aeronáutica; do Secretário-Geral Adjunto do Ministério da Defesa, Miguel Ragone de Mattos; do Ministro do Superior Tribunal Militar (STM) General de Exército Guido Amin Naves; da coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Silvia Rucks; dentre outras autoridades militares e civis.
Participação brasileira em missões de paz
Há 70 anos, o Brasil passou a integrar, com tropas, missões de paz das Nações Unidas e, desde então, participou de 43 das 71 operações de manutenção da paz realizadas pela ONU, com o emprego de cerca de 55 mil militares. A primeira ocorreu em 1956, na crise no Canal de Suez, no Oriente Médio. Na ocasião, militares brasileiros integraram a Força de Emergência das Nações Unidas, compondo o Batalhão Suez, que permaneceu na região por mais de dez anos. No entanto, a atuação do Brasil em iniciativas voltadas à promoção da paz antecede a criação da própria ONU, tendo o país desempenhado papel importante na mediação do “Conflito de Letícia”, entre Colômbia e Peru, na década de 1930.
A principal projeção internacional ocorreu com o comando militar e unidades das três Forças no Haiti, a partir de 2004, além da atuação da Marinha do Brasil na Força-Tarefa Marítima no Líbano. Atualmente, o Brasil participa de sete das doze operações de manutenção da paz em andamento: Chipre, Líbano, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Saara Ocidental, Sudão do Sul e na região de Abyei (território entre o Sudão do Sul e o Sudão). Além disso, militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea cumprem missões na África, no Oriente Médio e na América do Sul.
A preparação dos brasileiros que participam dessas missões é realizada pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) e pelo Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval (COpPazNav).
Por Rafael Paixão
Fotos: Hisaac Gomes
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
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Fonte: Ministério da Defesa


























