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Câmara Árabe propõe redirecionamento de exportações brasileiras para mercados do Oriente Médio e Norte da África

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A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apresentou ao governo federal um plano estratégico para redirecionar produtos brasileiros afetados pelo tarifaço americano para países árabes, identificando oportunidades de mercado e propondo medidas conjuntas entre setor público e privado.

Plano prevê ações concretas de promoção comercial

Segundo o documento apresentado ao Ministério da Agricultura (MAPA), ao Itamaraty e a parlamentares de comissões de comércio exterior, as medidas incluem:

  • Visitas oficiais à região e participação em missões empresariais e feiras de negócios;
  • Organização de rodadas de negócios entre empresas brasileiras e árabes;
  • Retomada e aceleração de acordos de livre comércio;
  • Facilitação de vistos para empresários de ambos os lados.

“Queremos trabalhar junto com governo, parlamentares, embaixadas, entidades e empresas para minimizar o tarifaço. Vemos os países árabes como uma região que pode absorver parte dos produtos sobretaxados. Há demanda, e o Brasil pode ampliar sua inserção”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe.

Em 2024, as exportações brasileiras aos 22 países árabes atingiram US$ 23,68 bilhões, um recorde histórico.

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Produtos com maior potencial para redirecionamento

Um estudo da entidade apontou 13 produtos com alto potencial de inserção nos mercados árabes, atualmente afetados pelo tarifaço americano:

  • Semimanufaturados de aço e ferro;
  • Café;
  • Petróleo refinado;
  • Carne bovina congelada;
  • Ligas de aço;
  • Bulldozers e pás-carregadeiras;
  • Açúcar;
  • Madeiras de coníferas;
  • Portas;
  • Niveladores de solo;
  • Compensados de madeira;
  • Peças de madeira serrada.

Embora o estudo não detalhe quantidades específicas, ele identifica os países árabes que mais ampliaram suas importações desses itens e que devem ser prioridade em esforços de promoção comercial.

Oportunidades para café e carne bovina

O café brasileiro apresenta espaço de crescimento em Arábia Saudita, Egito e Argélia, que importaram US$ 905,48 milhões em 2024 – cerca de metade das vendas brasileiras aos EUA. No entanto, o Brasil forneceu apenas 13,42% desse total, sinalizando potencial para expansão.

“A participação brasileira na região pode ser aprimorada por meio de feiras e ações conjuntas do setor público e privado, aumentando o posicionamento do café brasileiro no MENA [Oriente Médio e Norte da África]”, destaca Mourad.

Para a carne bovina congelada, os mercados com maior potencial incluem Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que juntos compraram US$ 2,26 bilhões em 2024, sendo que 42,78% vieram do Brasil. Apesar do volume expressivo, a Câmara Árabe acredita que ainda há espaço para crescimento, considerando que esses países são grandes consumidores e reexportadores regionais.

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Tarifas e acordos comerciais

O estudo ressalta que os países árabes aplicam alíquotas de importação entre 0% e 30%, com a maioria dos produtos sendo taxada entre 5% e 6%. A entidade avalia que esses valores poderiam ser reduzidos com novos acordos de livre comércio, além do já vigente entre Mercosul e Egito.

A Câmara Árabe aponta como prioridade:

  • Negociações com os Emirados Árabes Unidos, em fase final;
  • Acordos com o Conselho de Cooperação do Golfo, Marrocos, Palestina e Líbano, que precisam ser retomados ou aprovados mais rapidamente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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